Capítulo 20 – Demografia mundialTaxas de Natalidade e Mortalidade |
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A Demografia é a ciência que estuda a população humana, de forma quantitativa e qualitativa. |
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Esquema representativo das relações entre a demografia e os factores que alteram esta última |
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No primeiro gráfico apresentado pode verificar-se uma inter-relação entre assuntos demográficos, as taxas de Natalidade e de Mortalidade, a produtividade do país em relação aos produtos agrícolas e os rendimentos económicos do país e dos habitantes. No gráfico respeitante aos números relativos à população mundial em 2000 pode verificar-se que, em 100% da população mundial, ou seja em mais de 6.000 milhões de habitantes: |
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RecenseamentoO recenseamento é a contagem da população, realizada em determinado momento e com um alcance territorial determinado. Para que este seja válido tem que reunir três características: - Universalidade – deve compreender todas as pessoas do território estudado, -
Individualidade – deve enumerar as
pessoas uma a uma, -
Simultaneidade – todos os dados
recolhidos devem corresponder ao mesmo período de tempo. Para além deste recenseamento populacional, deve existir também o recenseamento eleitoral com as pessoas com direito a voto. Normalmente um recenseamento realiza-se de 5 em 5 anos ou de 10 em 10 anos. |
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Crescimento da populaçãoAo longo dos anos, a população foi crescendo lentamente. Hoje em dia o crescimento é muito mais rápido. Antigamente morriam muitas pessoas por fome, epidemias e guerras, logo o retrocesso da população era grande. Na grande maioria dos países existem melhores condições de vida que no passado. |
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Taxas de Mortalidade e de NatalidadeExistem vários valores que nos mostram a forma como os nascimentos e as mortes se desenvolvem num determinado local. A estes valores dá-se o nome de taxas de natalidade e de mortalidade respectivamente. A taxa de Natalidade corresponde ao número de crianças nascidas vivas num ano, por cada 1.000 habitantes. Por outro lado a taxa de Mortalidade corresponde ao número de falecimentos num ano, por cada 1.000 habitantes. A diferença entre o número de nascimentos e os falecimentos num ano corresponde ao Índice de Crescimento Demográfico ou Índice de Crescimento Natural. Este índice indica o ritmo a que aumenta e diminui um grupo de populações e expressa-se em tanto por mil. Para conhecer o ritmo de crescimento de um grupo populacional não basta saber o valor deste índice de crescimento demográfico, mas também saber o saldo migratório, que é a diferença entre o número de pessoas que emigraram e as que imigraram. A taxa de natalidade tem vindo a diminuir de forma geral ao longo dos anos, pois difundem-se bastante os métodos de controlo de natalidade. Esta situação é inversa nos países de terceiro mundo, pois a informação que possuem desses métodos é nenhuma e muitas vezes errada. |
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A taxa de mortalidade tem vindo a diminuir de forma gradual ao longo dos anos, pois neste momento os progressos da medicina e a extensão de higiene pública e privada a isso ajudaram. No século XX devido à descida da mortalidade verificou-se que se deu um rápido crescimento demográfico. Por outro lado, tem-se verificado que a taxa de mortalidade infantil também diminui de forma rápida, devido aos motivos anteriores. Desta descida da mortalidade, deriva um aumento da esperança de vida ou o número de anos que, ao nascer, uma pessoa pode esperar viver. |
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Modelos demográficos actuaisExistem dois modelos demográficos nos nossos dias: - Países desenvolvidos- são países onde as taxas de natalidade são baixas (10,7% a 14,4%), a taxa de mortalidade é também baixa (8% a 12 %) e a esperança de vida seja longa (até os 75 anos). - Países em vias de desenvolvimento – são países onde as taxas de Natalidade são altas (30% a 54%), as taxas de Mortalidade são médias (12% a 14%), a mortalidade infantil é muito alta e a esperança de vida é baixa (entre os 45 aos 60 anos). (ex. : Países da África, América central, Afeganistão, Índia, Paquistão, Bangladesh, etc.) |
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Bangladesh |
Etiópia |
Desenvolvimento
de técnicas laboratoriais |
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Alimentação e saúdeSegundo as Nações Unidas, o mundo produz alimentos mais do que suficientes para alimentar toda a sua população. No entanto existem cerca de 1.200 pessoas em todo o mundo sub-alimentadas, ou seja consomem diariamente menos calorias do que as que o organismo necessita para funcionar correctamente. Esta situação acontece principalmente na maioria dos países africanos, uma boa parte da Ásia sul e sudeste e alguns países da América Latina. Verifica-se então que os alimentos não estão bem distribuídos. Nos países em vias de desenvolvimento, este problema torna a população mais propensa a contrair doenças. Além disso a medicina está um pouco atrasada e em muito casos sem condições sanitárias devidas. |
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Educação e informaçãoAs zonas onde se encontram mais analfabetos é em África em todos os seus países, a zona das Arábias, a Índia, a Indonésia e numa pequena zona da América central. O restante de todos os outros continentes, a taxa de Analfabetismo encontra-se entre os 20%. No total calcula-se que existem cerca de 850 milhões de pessoas analfabetas. Tal como acontece com a alimentação e a educação também ao nível de informação são os países da África de da Ásia que possuem menos meios de comunicação. |
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Taxa de
analfabetos mundial |
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Pobres e ricosO PNB, ou seja o produto nacional bruto é o valor monetário do conjunto de bens e serviços que um país produz durante um ano. Este é um dos indicadores económicos que servem para medir o grau de desenvolvimento de uma região. Assim, nos países desenvolvidos,
produz-se mais que 80 % do produto mundial bruto e contam-se 25% da população
mundial. Por outro lado nos países em vias de desenvolvimento, o produto
mundial bruto é de 20 % e contam-se 75% da população do planeta.
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Trabalho e desempregoAs pessoas com trabalho ou disponíveis para trabalho, mas que estejam doentes ou desempregadas fazem parte da População activa. Por outro lado os estudantes, reformados, donas de casa e os que estão incapacitados para o trabalho são a população inactiva. A primeira divide-se em três grupos: Sector primário (Agricultura, Pesca, Pastorícia, Mineração, Exploração florestal), sector secundário (Indústria), sector terciário (Serviços, Comércio, transportes, hotelaria, administração do estado, profissões liberais, desporto, jornalismo, etc.). |
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EmigraçãoAparentemente e tal como estão organizadas os assuntos na actualidade, no mundo não há emprego suficiente para todas as pessoas com idade para trabalhar. Por isso o desemprego está a aumentar. No hemisfério norte calcula-se cerca de 10% da população activa no desemprego, enquanto que no hemisfério sul, cerca de 30% a 40%. A sua causa principal é o desenvolvimento tecnológico, que trás consigo a substituição de pessoas por máquinas. É este factor que leva uma pessoa a emigrar, ou seja, abandonar a sua região ou pais para se transferir para outra região ou país, temporária ou permanentemente. Ao longo dos séculos pudemos observar esta mudança principalmente no século XVI migraram centenas de milhares de pessoas para o continente americano. Os emigrantes forçados, por guerra, escravos ou por motivos religiosos e políticos podem ser exilados, quando vivem num país que não é o seu e os refugiados, quando vivem sob a protecção de uma organização mundial. Hoje em dia este fenómeno é mais frequente na população proveniente de países em vias de desenvolvimento, que “fogem” para outros países à procura de melhores condições de vida. No século XX verificou-se uma emigração rural em todo o mundo, que deu origem ao despovoamento de zonas rurais e grande crescimento das cidades. |
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